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Dallas: Centro dos negócios e recorde de jogos fazem parte da estratégia da cidade para a Copa do Mundo de 2026

Sede do centro internacional de transmissão, região texana se posiciona como o "coração operacional" do Mundial e projeta impacto econômico superior a US$ 2 bilhões

AT&T Stadium, em Arlington, receberá nove jogos da Copa do Mundo de 2026 - Reprodução

⚡ Máquina Fast
  • Dallas e região de North Texas serão o principal centro operacional da Copa do Mundo 2026, sediando nove jogos, incluindo uma semifinal, e o International Broadcast Center.
  • O AT&T Stadium passou por adaptações técnicas e financeiras para cumprir as normas da Fifa, como elevação do campo e substituição do gramado artificial por natural.
  • A logística do evento inclui transporte público com ônibus shuttle e trens, além do inovador 'Ambassador Row' para facilitar serviços consulares aos turistas internacionais.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Se Nova York ficou com a final e a Cidade do México com a abertura da Copa do Mundo de 2026, Dallas garantiu para si o título não oficial de capital operacional do torneio. Além disso, a região de “North Texas”, que engloba as cidades de Dallas, Arlington, Frisco e Fort Worth, executou uma estratégia de bastidores para se tornar um eixo central do Mundial, garantindo o maior número de partidas entre todas as 16 sedes.

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Ao todo, serão nove jogos disputados no AT&T Stadium, incluindo uma das semifinais, o que garantirá à região uma exposição de mídia e um fluxo de visitantes considerável. Além disso, a cidade foi escolhida pela Fifa para sediar o International Broadcast Center (IBC), o “cérebro” digital e televisivo do evento, que ocupará o Kay Bailey Hutchison Convention Center.

Relatórios oficiais e estudos de consultorias projetam um impacto econômico total variando entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,1 bilhões para a região. Apenas os gastos diretos de visitantes durante os jogos devem injetar mais de US$ 400 milhões na economia local.

Cultura vencedora

A identidade esportiva de Dallas é indissociável da gestão de dinastias familiares e da grandiosidade de suas franquias. A região é o lar do Dallas Cowboys, da NFL, avaliado em cerca de US$ 13 bilhões e há anos no topo da lista das franquias com maior valor de mercado do mundo.

Além dos Cowboys, a cidade abriga o Dallas Mavericks, da NBA; o Texas Rangers, da MLB; o Dallas Stars, da NHL; e o FC Dallas, da MLS. Recentemente, a região também reforçou sua aposta nos esportes femininos, com a aprovação de incentivos de US$ 19 milhões para transferir o Dallas Wings, da WNBA, para uma arena reformada no centro de Dallas, além da criação de uma nova equipe profissional feminina de futebol.

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Nos bastidores da Copa de 2026, a influência da família Hunt, dona do FC Dallas e do Kansas City Chiefs, da NFL, é o motor da organização. Pioneiros no futebol dos EUA e fundamentais para a realização da Copa do Mundo de 1994 na cidade, os irmãos Dan e Clark Hunt lideram o comitê organizador local da atual edição do Mundial, utilizando seu capital político para captar recursos e alinhar os interesses da Fifa com os da iniciativa privada texana.

Engenharia financeira

O palco dos jogos da Copa do Mundo na região será o AT&T Stadium, em Arlington, que adotará o nome genérico de Dallas Stadium para cumprir as normas da Fifa. Inaugurada em 2009, a arena passou por uma reforma estimada em quase US$ 300 milhões, financiada em parte pelo próprio Dallas Cowboys, que buscou permissão da NFL para reter receitas compartilhadas de bilheteria para custear as obras.

O maior desafio técnico e financeiro foi a adaptação do estádio, originalmente desenhado para o futebol americano, às dimensões exigidas pela Fifa. A solução de engenharia envolveu elevar o nível do campo em mais de 4 metros para alargar a superfície de jogo, o que resultou na perda de fileiras de assentos premium, mas garantirá a visibilidade adequada. Além disso, um sistema de gramado natural e luzes de crescimento foram instalados para substituir o piso artificial.

Do ponto de vista do marketing, a operação enfrentou o desafio da política de “arena limpa”. A equipe de Jerry Jones, proprietário dos Cowboys e do estádio, teve que cobrir ou remover vários logotipos de parceiros históricos, como AT&T, Miller Lite e Ford, que estão integrados à arquitetura do local.

Para balancear os custos, Dallas foi ativa na comercialização de cotas regionais de patrocínio, permitidas pela Fifa nesta edição. O comitê local garantiu acordos com a Coca-Cola Southwest Beverages e com a Choctaw Casinos & Resorts, que terá presença nas ativações de entretenimento.

Logística e diplomacia

Enquanto a infraestrutura esportiva é de alto nível, a mobilidade urbana representa o maior risco operacional. Arlington é a maior cidade dos Estados Unidos sem um sistema de transporte público de massa abrangente. Para solucionar essa questão, foi desenhado um plano regional que usa a linha ferroviária que conecta Dallas a Fort Worth e uma frota massiva de ônibus shuttle para cobrir a última milha até o estádio.

A cidade também inovou ao criar o conceito de “Ambassador Row”. O Choctaw Stadium, antigo estádio de beisebol vizinho ao local dos jogos, foi adaptado para abrigar consulados temporários dos países que jogarão na cidade. A medida visa a facilitar a resolução de problemas de vistos e passaportes para os milhares de turistas internacionais esperados, funcionando como um centro de diplomacia e serviços dentro do perímetro do evento.