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Oceania e seis países árabes dão apoio a Gianni Infantino, que ganha oposição de Nova Zelândia e Irlanda

Divisão entre confederações expõe crise de governança e coloca em xeque reeleição do presidente da Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante visita ao Marrocos - Reprodução/Instagram @gianni_infantino

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante visita ao Marrocos - Reprodução / Instagram (@gianni_infantino)

⚡ Máquina Fast
  • Confederação de Futebol da Oceania apoia reeleição de Gianni Infantino, mas Nova Zelândia se opõe e pede revisão independente.
  • Países árabes, CAF e Conmebol manifestam apoio a Infantino, enquanto Uefa, Concacaf e AFC lideram oposição ao projeto da Fifa.
  • Divisão nas confederações evidencia isolamento de Infantino e fragilidade na governança da Fifa às vésperas da eleição de 2027.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Confederação de Futebol da Oceania (OFC) declarou apoio a Gianni Infantino, presidente da Fifa, reforçando a candidatura do dirigente à reeleição ao cargo na entidade.

O movimento, porém, não teve o respaldo do principal país da região. A Nova Zelândia rompeu com a confederação e retirou o apoio ao dirigente, pedindo uma revisão independente do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados ligados a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Apoios

Infantino recebeu respaldo de seis federações de países que integram a Liga Árabe. Marrocos, Catar, Egito, Mauritânia, Líbano e Sudão manifestaram “apoio total” ao presidente da Fifa. A Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Conmebol também já divulgaram notas favoráveis ao dirigente, destacando seu papel no desenvolvimento do futebol em suas regiões.

Na Oceania, além da posição oficial da OFC, a Nova Caledônia se alinhou a Infantino, citando investimentos da Fifa na região.

“O plano estratégico implementado pela atual direção da Fifa contribui significativamente para o desenvolvimento do futebol na Oceania e fortalece a imagem da região”, afirmou Steeve Laigle, presidente da Federação de Futebol da Nova Caledônia.

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Oposição

Por outro lado, a Irlanda retirou formalmente seu apoio à reeleição, juntando-se a Inglaterra, País de Gales, Noruega e Irlanda do Norte. A Uefa lidera a oposição, ameaçando boicotar competições da Fifa caso Infantino não renuncie.

A Confederação da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a AFC (Confederação Asiática de Futebol) também se posicionaram contra o projeto de privatização do futebol.

No entanto, alguns países dentro dessas confederações, como México, Catar e Emirados Árabes Unidos, mantiveram apoio ao presidente. Também há quem esteja remando contrário a sua confederação na crítica a Infantino.

“Após cuidadosa análise, a Federação Neozelandesa de Futebol (NZF) concluiu que as decisões e ações da Fifa contribuíram para a quebra de confiança e o aumento da divisão no futebol internacional, e que uma revisão independente é necessária para restaurar a confiança”, afirmou a entidade, em um comunicado.

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Peso político

Com 211 votos possíveis, Infantino precisa de 106 para se manter no cargo nas eleições de março de 2027. A divisão atual mostra três confederações alinhadas ao presidente (CAF, Conmebol e OFC) e três contrárias (Uefa, Concacaf e AFC). No entanto, o posicionamento das federações nacionais pode alterar o equilíbrio.

A crise expõe o isolamento do presidente e a fragilidade da governança da Fifa. Enquanto mantém apoio de aliados estratégicos na África, América do Sul e países árabes, Infantino enfrenta resistência crescente na Europa e em partes da Ásia e da Oceania.

O próximo teste será a Copa do Mundo Feminina Sub-20, em setembro, na Polônia, que pode sofrer boicote europeu e ampliar a pressão sobre sua gestão.